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Isaac Mello Advogados, página inicial

Área de defesa

Defesa em casos de violência doméstica e Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) criou regras próprias para casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, como as medidas protetivas de urgência. Quem é acusado tem direito a uma defesa técnica completa, da medida protetiva ao fim do processo.

Medidas protetivas

As medidas protetivas podem ser concedidas rapidamente, às vezes só com base no relato da vítima. Podem afastar o acusado do lar, proibir contato e aproximação ou suspender a posse e o porte de arma.

Descumprir uma medida protetiva é crime autônomo, punido com reclusão, mesmo que o contato pareça amigável. A defesa pode pedir a revisão, a flexibilização ou a revogação das medidas, mas, enquanto valerem, precisam ser cumpridas à risca.

O que muda no processo

  • Não cabem transação penal nem suspensão condicional do processo (Súmula 536 do STJ)
  • Na lesão corporal no contexto doméstico, o processo segue mesmo que a vítima desista (Súmula 542 do STJ)
  • A palavra da vítima tem peso especial, por isso a defesa examina com cuidado a coerência dos relatos e as demais provas

Como atuamos

  • Defesa diante de pedidos de medida protetiva e de prisão
  • Orientação para cumprir as medidas e evitar novas acusações
  • Pedidos de revisão ou revogação de medidas protetivas
  • Defesa no inquérito e no processo, com análise de mensagens, áudios e outras provas digitais
  • Atuação discreta, com atenção aos efeitos sobre a família e o trabalho

Dúvidas

Dúvidas sobre violência doméstica e maria da penha

Medida protetiva significa que fui condenado?

Não. A medida protetiva é uma decisão de urgência para proteger a vítima e não é condenação. Ainda assim, precisa ser cumprida à risca enquanto estiver em vigor.

Se a vítima quiser retirar a queixa, o processo acaba?

Depende do crime. Na ameaça, a vítima pode se retratar da representação, mas só perante o juiz, em audiência própria, antes do recebimento da denúncia. Na lesão corporal, o processo segue mesmo que ela desista.

Posso procurar a vítima para resolver a situação?

Se houver medida protetiva proibindo contato, não. O contato, mesmo amigável, pode configurar crime e levar à prisão. Fale antes com a defesa.

O que acontece se a medida protetiva for descumprida?

Descumprir a medida é crime (artigo 24-A da Lei Maria da Penha), punido com reclusão, e pode levar à prisão preventiva. Isso vale mesmo que o contato pareça amigável.

Como revogar uma medida protetiva?

A defesa pode pedir ao juiz a revogação ou a flexibilização, mostrando que a medida não é mais necessária ou que foi concedida sem base suficiente. A vítima também pode se manifestar no processo, mas a decisão é sempre do juiz.

Contato

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Conte o que aconteceu. A conversa é sigilosa e serve para entender o caso e explicar, com franqueza, os próximos passos.

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Prisão em flagrante e outras urgências: 24 horas, todos os dias.
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